A cirurgia a laser na coluna tem se tornado uma alternativa para pacientes que sofrem com problemas como hérnia de disco e outras alterações na coluna vertebral. O procedimento é considerado minimamente invasivo e apresenta taxas de sucesso no alívio da dor que variam entre 80% e 95%, segundo especialistas.
Entre as principais vantagens estão a recuperação mais rápida, menor dor no pós-operatório, menor risco de infecção e internação mais curta quando comparada à cirurgia aberta.
De acordo com o neurocirurgião especialista em coluna Túlio Rocha, muitos pacientes conseguem caminhar poucas horas após o procedimento e recebem alta hospitalar no mesmo dia ou em até 24 horas.
“As atividades físicas leves geralmente podem ser retomadas após uma ou duas semanas, mas é importante evitar esforços mais intensos por cerca de 30 dias”, explica o especialista.
Segundo o médico, por preservar estruturas musculares e ósseas, a técnica costuma provocar menos trauma cirúrgico, além de deixar cicatrizes pequenas e exigir menor uso de analgésicos no período de recuperação.
O procedimento utiliza uma fibra óptica com laser, inserida por meio de uma agulha fina diretamente no disco intervertebral.
O laser vaporiza parte do material herniado, reduzindo a pressão sobre os nervos e contribuindo para o alívio da dor. No Brasil, a técnica é frequentemente realizada por meio de procedimentos endoscópicos, considerados menos invasivos.
Entre as indicações mais comuns estão:
hérnia de disco contida, quando o núcleo do disco não extravasou
dor radicular persistente, conhecida como dor ciática
casos que não melhoram após fisioterapia ou medicamentos por seis a 12 semanas
dores causadas por inflamação nas articulações da coluna
Desde 2021, a cobertura de cirurgias da coluna por planos de saúde é regulada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A regulamentação determina que operadoras incluam diversos procedimentos minimamente invasivos, como cirurgias endoscópicas.
Essas técnicas têm se expandido nos últimos anos e fazem parte de um conjunto de abordagens que buscam reduzir o tempo de recuperação e o impacto da cirurgia no organismo.
Não existe um dado único que indique quantas cirurgias a laser na coluna são realizadas anualmente no país, já que a tecnologia faz parte do grupo de procedimentos minimamente invasivos.
No entanto, estimativas apontam que cerca de 300 mil pessoas passam por cirurgia de hérnia de disco todos os anos no Brasil, uma das principais indicações para esse tipo de tratamento.
O crescimento também acompanha a expansão do mercado de dispositivos para cirurgia da coluna, considerado o maior da América Latina e com expectativa de aumento nos próximos anos.
Segundo Túlio Rocha, a busca por procedimentos menos agressivos tem aumentado nos consultórios, principalmente porque muitos pacientes chegam às consultas já informados sobre as opções disponíveis.
“Existe uma curiosidade grande em relação à chamada cirurgia a laser, muitas vezes associada à ideia de algo mais moderno e menos invasivo”, afirma.
O especialista ressalta, no entanto, que a escolha da técnica deve sempre considerar o quadro clínico do paciente.
“O mais importante não é a tecnologia em si, mas o benefício real para o paciente. Nem todo caso é indicação para técnicas minimamente invasivas. O critério principal sempre deve ser a segurança e a eficácia do tratamento”, conclui.
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