O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento tem crescido rapidamente no Brasil e se tornado um dos temas mais comentados nas redes sociais quando o assunto é perda de peso. Substâncias como a Tirzepatida ganharam popularidade por relatos de redução do chamado “food noise”, termo usado para descrever a compulsão e o excesso de pensamentos relacionados à comida, além da promessa de resultados mais rápidos no controle do peso.
Apesar da popularidade, especialistas alertam que o uso dessas medicações sem acompanhamento médico pode trazer riscos à saúde.
De acordo com a médica nutróloga Thaís Aquino, que atua há mais de uma década no tratamento da Obesidade e saúde metabólica, o aumento da procura por medicamentos para emagrecimento também trouxe uma preocupação crescente entre profissionais da área.
Segundo ela, a automedicação e o uso sem acompanhamento clínico adequado têm se tornado cada vez mais frequentes.
“Essas medicações têm indicação específica e perfil de segurança bem estabelecido quando são prescritas corretamente. O problema é quando o paciente começa a usar por conta própria, sem avaliação clínica, exames e acompanhamento para ajuste de dose”, explica a especialista.
Entre os principais problemas associados ao uso sem orientação está a redução excessiva da ingestão alimentar.
Quando isso acontece, podem surgir deficiências nutricionais importantes, que afetam diretamente o funcionamento do organismo.
Os sinais mais comuns incluem queda de cabelo, constipação intestinal, fadiga intensa, perda de massa muscular e deficiência de nutrientes como ferro e vitaminas.
Segundo Thaís Aquino, durante o tratamento é fundamental acompanhar fatores como ingestão de proteínas, hidratação, composição corporal e exames laboratoriais.
A Tirzepatida atua diretamente em hormônios ligados à saciedade e ao controle da glicemia, o que ajuda a reduzir a fome e melhorar o metabolismo.
Mesmo assim, especialistas reforçam que o medicamento não deve ser visto como uma solução isolada para o emagrecimento.
Sem acompanhamento clínico, estratégia nutricional adequada e prática regular de atividade física, os resultados podem ser inconsistentes e até gerar frustração para o paciente.
Outro ponto considerado essencial pelos médicos é a individualização do tratamento.
Cada paciente apresenta necessidades metabólicas, histórico clínico e rotina diferentes. Por isso, fatores como exames laboratoriais, composição corporal, presença de doenças associadas e estilo de vida precisam ser avaliados antes da prescrição de qualquer medicamento.
Na prática clínica, o acompanhamento costuma incluir avaliação médica detalhada, monitoramento contínuo do tratamento e ajustes de dose quando necessário, além da análise periódica de exames.
Especialistas destacam que o tratamento da Obesidade exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo acompanhamento médico, orientação nutricional e mudanças no estilo de vida.
Nesse contexto, os medicamentos podem ser aliados importantes no processo de perda de peso, desde que utilizados com responsabilidade e dentro de uma estratégia de saúde individualizada.
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