O avanço das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil está transformando o cenário da saúde e da estética. Se por um lado os medicamentos aceleram a perda de peso, por outro têm levado um número crescente de pacientes aos consultórios com uma nova queixa: o excesso de pele.
Medicamentos à base de agonistas de GLP-1, inicialmente indicados para o tratamento do diabetes tipo 2, passaram a ser utilizados com foco no emagrecimento.
Com isso, surge um novo perfil de paciente: pessoas que conseguem reduzir peso rapidamente, mas que nem sempre ficam satisfeitas com o resultado estético.
Segundo o cirurgião plástico Hugo Santos Vieira, a flacidez e a sobra de pele são consequências comuns desse processo, especialmente quando o emagrecimento ocorre de forma acelerada.
A perda de peso rápida, principalmente sem acompanhamento adequado, pode provocar redução de massa muscular, deficiências nutricionais e dificuldade da pele em acompanhar a nova estrutura corporal.
“Hoje vemos pacientes que emagrecem, mas passam a lidar com outro desconforto. Nesses casos, a cirurgia plástica pode ter um papel funcional e reparador”, explica o especialista.
A indicação de procedimentos não está ligada apenas ao peso, mas a critérios clínicos e à qualidade de vida do paciente.
Em geral, a cirurgia pode ser considerada após perda significativa de peso, acima de 10% a 15% do total corporal, associada à presença de excesso de pele e incômodos físicos ou emocionais.
Entre os procedimentos mais indicados estão:
Abdominoplastia
Lifting de braços e coxas
Cirurgias mamárias, como mastopexia
Em situações mais leves, tratamentos não invasivos podem ajudar a melhorar a firmeza da pele.
Tecnologias como bioestimuladores de colágeno, radiofrequência, fios de sustentação e ultrassom microfocado são alternativas que podem retardar ou até evitar intervenções cirúrgicas.
No entanto, especialistas alertam que esses métodos têm limitações e não substituem a cirurgia em casos de grande excesso de pele.
Com a popularização dos medicamentos para perda de peso, a cirurgia plástica deixa de ser vista como ferramenta para emagrecer e passa a atuar como etapa complementar.
O foco agora está na reconstrução do contorno corporal, na funcionalidade e na recuperação da autoestima após o emagrecimento.
“Mais do que estética, estamos falando de saúde e bem-estar”, destaca o cirurgião.
Especialistas reforçam que o emagrecimento deve ser acompanhado por profissionais e inserido em um cuidado mais amplo com a saúde.
O uso indiscriminado de medicamentos pode trazer riscos e resultados indesejados. Por isso, a avaliação individualizada é fundamental para garantir segurança e equilíbrio no processo.
“Não existe solução única. Cada paciente precisa de uma abordagem responsável, que considere não apenas a perda de peso, mas a saúde como um todo”, conclui Hugo Santos Vieira.
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